A Drop In The Ocean.
Liss P.O.V
É só mais um dia normal na minha vidinha patética de dias contados, alguns dias nem sinto vontade de sair da cama só queria ficar ali esperando a morte chegar, mas para o meu pai é tudo diferente ele ainda tem esperanças da cura mesmo sabendo que ela não existe. Pra ele foi um choque quando eu resolvi parar com a quimioterapia, isso não me faz bem só me fazia sentir ainda mais doente e inútil, mas la no fundo eu sei como ele se sente eu sou a unica pessoa que ele tem e me perder vai fazer ele se perder também.
A vida nem sempre é justa e, fui diagnosticada com liosemia aos 13 anos e desde então minha mãe nunca mais apareceu ela simplesmente desapareceu sem se preocupar ou pelo menos dizer adeus.
Levantei da cama, me vesti e fui até a sala, meu pai estava sentado no sofá lendo um livro sobre medicina, não queria estragar sua leitura então fui até a porta tentando fazer o minimo de barulho possível quando fui abrir a porta ele me chamou:
- Vai a algum lugar querida?- droga pensei, ele parecia tão concentrado-
- Sim vou dar uma volta...- na verdade não queria que ele soubesse que eu iri invadir a casa do vizinho-
Erh... eu volto logo ok?
- Não vá muito longe e qualquer problema ligue pra mim.
- Pra quem mais eu ligaria? - sorri de canto e sai-
Não era bem invadir a casa do vizinho na verdade ele nunca estava em casa e seu jardim era lindo e estar lá me fazia me sentir mas viva era como se por alguns instantes a doença não conseguisse me afetar.
Eu amava flores tanto quanto amava borboletas, quando eu tinha 7 anos minha mãe costumava dizer que borboletas são pétalas de flores tiradas para dançar pelo vento, como ela podia parecer tão doce e depois me abandonar.
Era tudo muito simples só atravessar os arbustos e pronto já estava no paraíso, é tão grande, por que alguém teria um lugar assim e nunca estaria em casa?
Adoro o jeito como as vidreiras sobem pelas paredes deixando-as completamente verdes e vivas, as tulipas pareciam dançar a cada rajada de vento, mas as minhas preferidas sempre serão as orquídeas que estão perfeitas essa primavera.
Me sentei em um banco que estava ali e fiquei observando por algum tempo até que ouvi uma voz rouca:
-Oi, eu posso ajudar? - meu Deus que não seja o dono da casa, sussurrei-
-Não, na verdade eu já estava de saída.- quando eu me virei vi um garoto que não parecia ter mais de vinte anos - Graças a Deus- sussurrei.
- O que?
- Nada, eu achei que fosse o dono da casa -ri- estava apavorada se ele me denunciasse por invasão de domicilio eu iria ser pressa pela segunda vez essa semana.
- Nossa tão nova e ja fichada? -ele olhou sem acreditar- E só pra você saber eu sou o dono da casa.
- Tá brincando, você deve ter roubado o banco.
- Não, eu sou cantor e não posso reclamar de quanto eu ganho - ele deu um sorriso encantador-
Mas, sobre você ter invadido a minha casa...
- Eu não roubei nada...- me desesperei- não chame a policia por favor. - era vida ou morte precisava implorar-
- Calma, eu não vou chamar a policia.
- Obrigada, e tem mais uma coisinha não conta pro meu pai tá mas agora eu tenho que ir.- quando me virei tudo ficou escuro-
Harry P.O.V
De viagem completamente cansado e com saudades de casa, fui até o jardim e havia uma garota lá ela tinha cabelos negros e era branca como neve, parecia ter no máximo 17 anos.
Começamos a conversar e de repente ela desmaiou fiquei desesperado ela parecia estar morta então a peguei no colo e a levei até minha cama depois de uns 10 minutos ela acordou.
- O que aconteceu e aonde eu estou?
- Olha é melhor você tomar isso. - a entreguei um copo de água-
- Quem é você?
- Meu nome é Harry e você tava no meu jardim - ela se levantou e me entregou o copo de água- estávamos conversando e você desmaiou então eu te trouxe para o meu quarto.
- Há sim agora eu me lembro, eu sou a Liss e moro qui do lado bom, como você tava viajando eu vinha sempre ver o seu jardim eu acho ele lindo. Mas agora eu tenho que ir.
- Eu te levo até a porta.
- Não eu prefiro sair pelo jardim.
Saímos do quarto descemos as escadas e el aprecia melhor eu acho ela não quis ir ao medico então acho que ela esta bem.
- Então, Harry né? Eu sinto muito por ter desmaiado no seu jardim.
- Tudo bem eu ja estou acostumado a ver meninas desmaiarem quando estão perto de mim.
- Convencido - ela cantarolou- Até mais.
Ela atravessou os arbustos e desapareceu, não sei quem era aquela garota mas ela me parecia incrível.


